Advogada por formação e empresária/blogueira de moda por vocação, ou talvez por intuição. Lembro-me de na infância já programar com antecedência o que vestir, “birra” e muita ousadia segundo minha mãe. Com formação na Universidade Federal de Alagoas e OAB em mãos fui à labuta, permaneci por dois anos entre corredores de fóruns, petições e etc. Sempre tive um senso de justiça, bem como amor por tudo que me levasse a leituras e escritas. Daí para unir moda e tudo...

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    jul

    O QUE É SER FELIZ OU NORMAL?

    Esses dias me peguei pensando nisso, principalmente por conversas desalinhadas ou totalmente conexas com amigas e até desconhecidos. Não sou muito de normalidades algumas vezes. Apesar de ser alguém muito séria, tenho um lado palhaço que beira ao caricato. Minhas maninas e medos então, de chorar de rir!

    Aí entra a tal da felicidade, nesse exato momento. O mundo digital vende “comerciais de margarina” e convenhamos, tem horas que até eu acredito em tanta felicidade e até na conversa de fazer terapia para se aceitar ser muito feliz (será? fico chocada se for verdade da Pugliese”).

    No entanto, ninguém vai se “revoltar”, diga-se de passagem – colocando as lamúrias diárias – nos “facebooks” da vida…pensando bem, tem gente que tem (tenho até inveja desses loucos assumidos, porém não conseguiria – achariam que eram mentiras algumas coisas que já passei, meus dramas mexicanos).

    Todo mundo quer se ver lindo, perfeito e maravilhoso. Só que nossos monstros diários convivem conosco, assim como a sabedoria bate a sua porta todos os dias. Uns são evoluídos, não sei por qual motivo, se muita fé em Deus, uma criação exemplar por pais que nunca sofreram (acho pouco provável) ou teorias que não gostaria de abordar por não dominar.

    Tem horas que me acho de um foco sem igual nesse caminho de “felicidade e normalidade”, mas tem momentos que o desatino me deixa confusa, triste e feliz. Isso mesmo. Coisa maluca né?

    Uma das pessoas mais felizes que conheci trabalhou na casa dos meus pais por anos. Ela varria o chão sorrindo, ela acordava com um bom-humor surreal. E esse ser místico e iluminado tinha pouco financeiramente falando, um salário, uma casinha e uma história de vida com algumas tristezas intercaladas. Eu queria tocar nela para pegar tanta felicidade, colocar em um potinho e me lambuzar todos os dias.

    Mas aí vem o “x” da questão. Acho que complicamos demais a nossa existência, ansiamos (daí vem a tal da ansiedade) por cada vez mais e mais e mais, sem pontuar mesmo, perdendo os momentos que são raros, puros e contentes.

    Um dia ouvi de uma pessoa (pausa para risos) – você precisa se encontrar – não foi de parceiro amoroso ou coisa parecida, nem mesmo psicólogo. Alguém aí pelo mundo, que tinha toda uma conversa linda e uma vida desalinhada, não entrou na “caixola”, seria um contra-senso.

    Será porque eu não segui os padrões do direito, concurso público, casa prontinha e milhares de filhos? Será por eu apreciar moda como arte? Será por eu montar meus looks? Por gostar de ser fotografada? Dane-se e dane-se milhões de vezes, desculpa a expressão.

    Eu me sinto é bem, por saber que aceito todas as decisões de Deus para minha vida, por fazer terapia e ler muito sobre auto-transformação, porque não sou uma planta, quero mudar.

    Esse negócio doido de que algo incrível vai acontecer ora ou outra, não vou contar, vai acontecer – é sensibilidade aflorada – e que no fundo todo mundo tem. Também me sinto orgulhosa de ser uma mulher forte, porque eu me tornei forte, para algumas coisas que alguns consideram ser fortes. Porque medo, meus caros, eu tenho uns bem surreais, mas o pior deles seria perder minha identidade.

    Então, a felicidade existe? Eu sou louca? Ou sou normal?

    Não, tudo é abstrato. Temos passagens felizes, tristezas soltas e normalidade, existe? De são e louco, todo mundo tem um pouco!

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