Advogada por formação e empresária/blogueira de moda por vocação, ou talvez por intuição. Lembro-me de na infância já programar com antecedência o que vestir, “birra” e muita ousadia segundo minha mãe. Com formação na Universidade Federal de Alagoas e OAB em mãos fui à labuta, permaneci por dois anos entre corredores de fóruns, petições e etc. Sempre tive um senso de justiça, bem como amor por tudo que me levasse a leituras e escritas. Daí para unir moda e tudo...

  • 29
    mar

    Será o declínio da Indústria da Moda?

    Sei que é um tema polêmico, mas vamos lá!

    Desde que me entendo enquanto consumidora , analiso o mercado de moda. Hoje, estamos passando por uma recessão, isso é um fato. Mas, o que acontece nos bastidores é muito mais preocupante. Sei da existência de uma clientela com um poder de compra forte, pagantes de um produto pelo designer e valor agregado, bem como aqueles que não possuem capacidade de adquirir e despender um quantidade de dinheiro grande para se ter o modismo da hora, optando pelo similar que satisfaz o desejo de se enquadrar. Só que existem dois lados da moeda. A moda perde o encanto pelo ajuste do “veja agora e compre”, diminui a capacidade criativa de seus representantes, por terem de se ajustar a “objetos mais comercializáveis” e o barateamento gera o trabalho escravo. Provavelmente, quem “acha” uma peça adornada de materiais não sabe que se a mesma custou menos de R$100,00 ( cem reais), desconhece os meios por trás desse jogo. Sou adepta de se montar produções com pouco dinheiro e informação de tendências, desde que haja um processo realmente correto, no qual o sangue da mão-de-obra não se misture a linhas, tecidos e agulhas. Sou também partidária do resgate do criar, desde a concepção de uma coleção a venda final.

    Estudando o setor em específico, fico me perguntando o que teremos por vir. Aposto muito em um período de remanejamento. Na concepção do “slow fashion”, no retorno à “luducidade”, do reaproveitamento, não para ja, porém daqui a uns anos que estão por vir.

    Porque se a há uma cultura de “exclusividade” de uma “mão”, noutra há a de “escravidão”, achar o meio termo é o grande desafio. E vocês, como pensam?

    Ah, prego a democratização da indústria, só que valorizo a costureira do “bairro” que é tão genial e artista, quanto o estilista, um não sobrevive sem o outro. Sou partidária do feito à mão, da junção de forças, não de um exclusivo inalcançável ou de uma desvalorização do esforço humano para alimentar outros tantos.

    Pareço dúbia?

    Não sou!

    São questionamentos que me levam a repensar a engrenagem!

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